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Promessa ou chantagem?

Eu prometo fazer tal coisa se você me conceder tal graça

Ilustração. Foto: Pixabay

Durante um casamento, os noivos prometem cuidar um do outro, amar e respeitar até que a morte os separe. Namorados também costumam prometer fidelidade e amor eterno. Há quem faz promessa sem esperar receber nada por isso e tem aqueles que prometem fazer alguma coisa na condição de receber algo em troca, como é o caso de alguns cristãos católicos e não católicos que fazem promessas a um santo ou a Deus para obter uma graça.

Mas, qual é o sentido da promessa? Receber algo em troca? Prova de amor? Generosidade?

Promessa é o compromisso de se fazer alguma coisa. Aquele que promete algo, tem a responsabilidade de cumprir o que prometeu, sendo que algumas promessas duram pelo resto da vida, como ocorre em religiões cristãs, principalmente na católica em agradecimento a uma graça alcançada.

Quem somos nós para impor condições a Deus? É tão difícil fazer caridade sem pensar na recompensa? Caridade é gesto generoso e penitência é uma forma de redimir os pecados conforme a doutrina católica e devem ser feitos de livre e espontânea vontade e não chantageando a Deus, Nossa Senhora ou algum santo.

“Pedir uma graça a um santo, Nossa Senhora ou a Deus prometendo fazer algo caso o pedido seja realizado não passa de chantagem”.

Como alguém pode prometer fazer alguma caridade ou penitência na condição de cumprir a promessa apenas se receber uma recompensa (se o pedido for aceito, se a chantagem for aceita)? Qual é o sentido disso?

“Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.”

(São Mateus 6,3)

Segundo a bíblia, “Deus sabe de tudo e tudo vê” (1 São João 3,20), e diz ainda que “não é necessário pedir nada a Deus porque ele sabe exatamente do que a gente precisa” (São Mateus 6,8). Mas nós católicos continuamos pedindo graças a Deus ou intercessão de algum santo, principalmente nos momentos de dores, sofrimento e de provação. Às vezes, só lembramos de Deus quando estamos com alguma dificuldade, num beco sem saídas ou quando não suportamos mais carregar a nossa cruz, justamente por ter se afastado d’Ele.

Deixamos Deus em segundo plano como um objeto, um amuleto da sorte que estará sempre ali esperando a gente precisar dele para pedir alguma coisa. Mas Deus não é objeto e nem amuleto! Quem crer em Deus tem obrigação de estar sempre em sintonia com Ele independente de religião. Caso contrário, não fará sentido crer.

“Deus é amor” (1 João 4,7-8) e ama todos nós. Ele sempre atenderá nossas preces se merecermos, porque somos pecadores e temos que sofrer mesmo por causa dos nossos pecados. Mas não significa que devemos deixar de pedir, porque nunca é demais. Apenas não ofereça nada em troca. Em vez disso, ponha a prática de fazer caridade na sua vida e faça do fundo do coração. Procure estar sempre em sintonia com Deus que sua vida vai mudar. Quem tem Deus na vida, tem tudo que precisa para viver!

Apesar das dificuldades que enfrentamos durante o dia, temos que agradecer a Deus por tudo e lembrar d’Ele em todos os momentos da nossa vida, seja de dor ou de alegria. Isso é estar em sintonia com Ele. É fazer d’Ele a nossa fonte de vida e de esperança para todos os momentos.

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