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Sobre o ato golpista deste domingo (25/02)

Bolsonaro defende anistia para golpistas do 8 de Janeiro, de olho na própria anistia

Com medo de se complicar ainda mais na Justiça, Jair Bolsonaro moderou seu discurso golpista durante os atos deste domingo (25/02) na Avenida Paulista. Em vez de ataques diretos às instituições, o ex-presidente focou em defender anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro—um pedido que, na prática, é uma tentativa indireta de salvar a si mesmo.

Enquanto Bolsonaro tentava se preservar, coube ao pastor Silas Malafaia, um dos organizadores e financiadores do evento, assumir o tom mais agressivo. Sem apresentar provas, insinuou que o presidente Lula sabia do 8 de Janeiro e desafiou o Supremo Tribunal Federal (STF) com ataques diretos, afirmando não ter medo de ser preso.

(Foto: Reprodução/YouTube Silas Malafaia)
(Foto: Reprodução/YouTube Silas Malafaia)

Ato sem cartazes golpistas, mas com o mesmo propósito

Dessa vez, os manifestantes evitaram exibir faixas e cartazes antidemocráticos, possivelmente por medo de prisão em flagrante. No entanto, isso não descaracteriza o objetivo do ato, que segue sendo um desafio à democracia.

A defesa aberta dos golpistas presos e a tentativa de reativar Bolsonaro politicamente—mesmo sendo inelegível e juridicamente ameaçado—demonstram que o movimento ainda busca desestabilizar as instituições.

A presença de bandeiras de Israel no evento reforça a aliança da extrema direita brasileira com o governo israelense, em um momento em que o país é acusado de genocídio na Faixa de Gaza. Esse alinhamento não é coincidência, mas parte de um projeto político global da extrema direita.

O recado por trás do ato

O ato deste domingo não teve adesão massiva, mas serviu como um teste de Bolsonaro para medir sua influência política, além de pressionar o STF e o Congresso pela anistia dos golpistas.

Seus aliados podem continuar tentando reescrever o que aconteceu em 8 de janeiro, mas os fatos são claros:
🔹 Houve uma tentativa de golpe.
🔹 Bolsonaro incentivou a radicalização de seus apoiadores.
🔹 O discurso da anistia é uma manobra para tentar salvar os responsáveis.

O ex-presidente pode estar mais contido no tom, mas o objetivo do ato permanece o mesmo: minar a democracia e evitar a responsabilização pelos crimes cometidos.

A estratégia agora é disfarçar o golpismo sob um verniz de legalidade, mas a Justiça segue atenta—e Bolsonaro também sabe disso.

Adamy Gianinni

Bacharel em Jornalismo 🎓❤️.
• Especialista em Gestão de Mídias Digitais
• Especialista em Liderança e Gestão Pública
• Cursando Sup. Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas
• Escritor iniciante e profissional de TI. O conhecimento é tudo! 🦉

(Créditos: Freepik)

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