O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por oito anos, a contar das eleições de 2022. O placar foi 5 a 2 contra o ex-mandatário, com votos favoráveis à sua inelegibilidade de Cármen Lúcia, Benedito Gonçalves, Floriano de Azevedo, André Ramos Tavares e Alexandre de Moraes. Apenas os ministros Raul Araújo e Kassio Nunes Marques votaram contra.
A decisão impede Bolsonaro de disputar eleições até 2028, possibilitando uma eventual candidatura em 2030—caso nenhuma outra condenação ocorra até lá.
A inevitável queda
Bolsonaro foi condenado por conta da reunião com embaixadores em julho de 2022, onde atacou, sem provas, a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro. Durante seu governo, essa estratégia se repetiu diversas vezes: deslegitimar o processo democrático e preparar terreno para um golpe de narrativa.
No entanto, esse não foi seu único crime. Durante quatro anos, houve motivos mais do que suficientes para um impeachment, caso o Congresso Nacional não estivesse dominado por aliados e acordos políticos.
Se não fosse pelo TSE, mais cedo ou mais tarde, o STF também julgaria Bolsonaro—sua inelegibilidade era apenas questão de tempo.
Um aviso a quem tenta atacar a Democracia
O 30 de junho de 2023 entra para a história como o dia em que a Justiça Eleitoral deu uma resposta clara a qualquer um que tentar minar a democracia sem provas.
Essa decisão não foi apenas sobre Bolsonaro: foi um aviso a todos os futuros candidatos que tentarem desacreditar o sistema eleitoral.
Agora, sem a máquina pública nas mãos, sem foro especial e sem o Congresso como escudo, Bolsonaro perde poder e influência.
O “mito” agora é apenas mais um político fora do jogo.
O próximo passo: O caminho para a cadeia?
A inelegibilidade é um passo importante, mas não o suficiente. Bolsonaro continua sob investigação por diversos crimes—fake news, ataques à democracia, corrupção e suspeitas relacionadas ao caso das joias sauditas.
A Justiça é lenta, e há sempre o risco de que, no Brasil, tudo termine em pizza. Mas a expectativa é que, com o enfraquecimento de sua base política e o avanço das investigações, outros desdobramentos ocorram em breve.
Quem sabe, em breve, teremos outro Grande Dia?