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Twitter remove selo de verificação gratuito e gera polêmica

O selo de verificação gratuito era um privilégio para perfis notórios ou com grande número de seguidores

O Twitter finalmente removeu o selo de verificação gratuito, um emblema que antes era concedido a artistas, famosos, políticos e outras personalidades públicas. Agora, o selo azul só está disponível para quem assinar o Twitter Blue, serviço pago da plataforma.

A mudança foi anunciada pelo CEO do Twitter, Elon Musk, em 23 de março, com previsão de remoção em 1º de abril—o que não aconteceu. Dez dias depois, Musk confirmou que a desativação dos selos gratuitos ocorreria em 20 de abril, e dessa vez a promessa foi cumprida.

A decisão provocou reclamações de diversas celebridades, que usaram a própria rede social para expressar sua insatisfação com a nova política da plataforma.

O fim da “regalia” ou uma nova monetização?

O selo de verificação gratuito sempre foi um recurso que destacava perfis notáveis e ajudava a combater perfis falsos e imitações. No entanto, Musk argumenta que a antiga verificação era um sistema falho, beneficiando apenas figuras públicas e usuários com muitos seguidores.

Ao transformar a verificação em um serviço pago, o bilionário defende que está democratizando o selo azul, garantindo que qualquer usuário possa comprovar a autenticidade do seu perfil, independentemente da sua popularidade.

Por outro lado, críticos afirmam que a mudança prioriza o lucro e enfraquece a confiabilidade da verificação, uma vez que qualquer pessoa pode pagar pelo selo sem passar por um processo rigoroso de comprovação de identidade.

Segundo especialistas em segurança digital, essa mudança pode facilitar golpes e perfis falsos, uma vez que não há mais um critério baseado na relevância pública, apenas na capacidade de pagamento.

Quem ainda tem selo gratuito?

Mesmo com a remoção dos selos azuis gratuitos, algumas categorias continuam recebendo verificação sem custo:

Perfis de membros de governo e organizações governamentais recebem o selo cinza.
Empresas e organizações não governamentais (ONGs) podem obter o selo dourado, mas precisam pagar por ele.

Já para usuários comuns, jornalistas, artistas e influenciadores, a única forma de manter o selo de verificação é assinando o Twitter Blue, que custa entre US$ 8 e US$ 11 por mês.

Twitter Blue e os privilégios pagos

Além do selo azul, os assinantes do Twitter Blue têm acesso a benefícios exclusivos, incluindo:

Rankings priorizados nas respostas, menções e buscas.
Maior visibilidade para seus tweets.
Edição de tweets (por um período limitado após a publicação).
Redução de anúncios na timeline.

Essas mudanças alteram a dinâmica do Twitter, tornando a visibilidade dos perfis dependente do pagamento. Enquanto Musk defende a medida como um modelo sustentável, críticos alegam que isso cria uma hierarquia artificial dentro da plataforma.

Conclusão: Transparência ou retrocesso?

A remoção do selo de verificação gratuito reacendeu o debate sobre o futuro do Twitter.

De um lado, há quem veja essa mudança como um fim às regalias dos famosos, promovendo uma nova era de igualdade entre os usuários.

Por outro, há preocupações sobre a perda de credibilidade da verificação, que antes era baseada na relevância pública e agora depende da assinatura do Twitter Blue.

Independentemente da posição, o fato é que a decisão provocou insatisfação entre artistas, influenciadores e jornalistas, que usavam a verificação como uma forma de proteger sua identidade e credibilidade.

No fim das contas, o Twitter está mais transparente ou apenas mais monetizado?

Adamy Gianinni

Bacharel em Jornalismo 🎓❤️.
• Especialista em Gestão de Mídias Digitais
• Especialista em Liderança e Gestão Pública
• Cursando Sup. Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas
• Escritor iniciante e profissional de TI. O conhecimento é tudo! 🦉

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