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“Nazaro Não Morreu”, agora é reconhecido como Patrimônio Imaterial Cultural de Barreiras

Uma tradição muito bizarra

(Imagem: Reprodução/Facebook)
(Imagem: Reprodução/Facebook)

Na quarta-feira de cinzas, um grupo de pessoas saem pelas ruas de Barreiras, Oeste da Bahia, jogando farinha de trigo, ovos e talco em quem encontrar pelas ruas para simbolicamente enterrar o carnaval de Barreiras.

Cobertos por mortalha branca, desfilam pelas ruas de Barreiras tocando o terror nas pessoas, que fogem para não serem sujadas conforme diz o próprio site da Prefeitura de Barreiras “nazaro chamou atenção dos turistas e moradores, que corriam entrando na brincadeira enquanto outros se trancavam em suas casas para não correr o risco de serem atingidos por ovos e farinha de trigo”.

Imagina você ser pego de surpresa com uma ovada na cara e ficar todo coberto por talco?

Tudo bem que o evento ocorre em ruas específicas e os moradores já estão alertados (eu acho), mas, e os que não estão? E os turistas que não conhecem tal prática?

Uma tradição muito bizarra.

Em Baianópolis o juiz da Vara Crime e da Infância e Juventude, Lázaro de Souza Sobrinho, proibiu a realização da “Festa do Nazaro” alegando que o evento contribui para o aumento do vandalismo na cidade, “inclusive utilizando-se garrafas de vidro”.

Já em Barreiras, o evento foi reconhecido como Patrimônio Imaterial Cultural de Barreiras através da Lei nº 1.266 aprovada em 13 de setembro de 2017. Claro que são casos completamente diferentes. Mas, se eu estivesse passando por uma dessas ruas e fosse atingido inesperadamente, com certeza não ia ficar feliz.

(Imagem: Reprodução/Facebook)
(Imagem: Reprodução/Facebook)

Adamy Gianinni

Jornalista, empresário, blogueiro, fotógrafo, universitário, profissional de TI e Flamenguista ❤. Apaixonado por mídia, fotografia e tecnologia, CEO da Seutec Inc. e editor-chefe da Folha Geral.
contato@adamy.jor.br / adamy@folhageral.com.br

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