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Pedir voto antes da campanha eleitoral

A concorrência é tão grande que alguns começam a pedir voto antes do início da campanha eleitoral

(Imagem ilustrativa/Freepik)
(Imagem ilustrativa/Freepik)

Já vivemos essa realidade aqui no interior da Bahia. Mal começa o ano eleitoral e os futuros pré-candidatos a prefeito e a vereador já começam fazer planos para suas campanhas. Qual grupo vai apoiar, quanta verba eleitoral está em jogo, quanto vai desviar para o seu bolso, quanto vai usar para comprar votos entre outros crimes.

A concorrência é tão grande que alguns começam a pedir voto antes do início da campanha eleitoral. Uns são mais discretos, começam oferecendo carona, ajuda… e por aí vai, enquanto outros vai direto ao ponto e pede o voto.

É o mesmo blá blá blá de sempre: “eu sou o candidato do povo, eu vou fazer diferença, sou honesto, etc., etc., etc.” e o final é sempre o mesmo. Sempre foi assim desde o período pré-colonial, por que seria diferente hoje?

Será que ainda não entendem que na política a única coisa que vai mudar é o próprio político? Para não ser tão radical e nem tirar a esperança de alguns que ainda vivem iludidos, existe sim políticos bons e que trabalham para o povo, mas não confie que eles sejam honestos. Não há honestidade na política. É como concorrer a uma vaga de emprego: ninguém quer saber quem está mais precisando daquela vaga, apenas quer a vaga. É um jogo de interesses pessoais que vale tudo!

O Artigo 36-A da Lei nº 9.504/97 diz o seguinte “Não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que poderão ter cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet:

I – A participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, observado pelas emissoras de rádio e de televisão o dever de conferir tratamento isonômico;”

Estou observando essa prática no meu cotidiano e quero deixar um alerta: é papel da imprensa informar, fiscalizar e denunciar e como sou jornalista, tenho que cumprir o meu papel com o máximo possível de isenção e imparcialidade.

A única coisa que me interessa na política é a imprensa fiscalizar o trabalho de cada um do legislativo e do executivo, para garantir que as leis sejam cumpridas, que os gestores cumpram suas promessas de campanha para que façam uma boa administração.

A esperança que tenho na política brasileira é que a boa imprensa honesta e apartidária, cumpra o seu papel de informar, fiscalizar e denunciar com a ajuda dos eleitores. Quando estes se conscientizarem de qual é o seu papel na política, aí sim os políticos mudarão.

Até lá, vou continuar o meu trabalho. Não seja alvo!

Adamy Gianinni

Jornalista, empresário, blogueiro, fotógrafo, universitário, profissional de TI e Flamenguista ❤. Apaixonado por mídia, fotografia e tecnologia, CEO da Seutec Inc. e editor-chefe da Folha Geral.
contato@adamy.jor.br / adamy@folhageral.com.br

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